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MPU » Concurso será para todos os estados. 2º e 3º graus 02/03/2013

A Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério Público da União (SGP/MPU) informou que a comissão do concurso vem fazendo reuniões regulares para discutir os primeiros detalhes da seleção para a área de apoio, que abrangerá os cargos de técnicos (níveis médio e médio/técnico) e analistas (superior). Em um primeiro momento, já foram examinados os itens do edital passado que podem ser mantidos. Embora a distribuição das vagas por estado ainda não tenha sido definida, a secretaria informou que todas as unidades da Federação vão ser contempladas.

Além de definir as vagas a distribuição pelas especialidades e estados, a comissão do concurso concentra esforços para definir a organizadora nas próximas semanas, de modo que o edital seja divulgado no mês de abril. Perguntada sobre o prazo para aplicar as provas neste semestre, a SGP não garantiu se isso ocorrerá, justificando que a data depende da agenda da instituição escolhida para organizar o concurso. No entanto, o órgão fez questão de frisar que devido à necessidade, é grande o desejo de que as avaliações ocorram em um breve espaço de tempo. Estima-se que o período entre a divulgação do documento e a realização dos exames não ultrapassará 90 dias.

Sobre o conteúdo programático, a previsão é haja poucas mudanças em relação ao da última seleção, e entre as funções está praticamente certa a oferta para técnicos da área administrativa (somente nível médio). A seleção para o MPU sempre é uma das mais concorridas do país, sobretudo pela remuneração e status adquiridos pelos seus servidores. Atualmente, os vencimentos iniciais das carreiras são de R$5.345,03 (técnico) e R$8.276,42 (analista), incluindo auxílio-alimentação de R$710, um dos benefícios. Depois de nomeado, o funcionário pode ser designado, conforme a classificação geral no concurso, a qualquer um dos quatro ramos que compõem o órgão: Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Ministério Público Militar (MPM).

O último concurso aconteceu em 2010, para 594 vagas em mais de 50 especialidades. De acordo com a Assessoria de Imprensa do órgão, mais 3 mil pessoas foram nomeadas, o que corresponde a aproximadamente seis vezes o estipulado. A organização ficou sob a responsabilidade do Cespe/UnB, e os candidatos foram submetidos a provas objetiva, discursiva, física e prática, as três últimas apenas para algumas funções. Os servidores do MPU são contratados sob o regime estatutário, ou seja, com garantia de estabilidade.

Especialista orienta a preparação dos candidatos

Tensão, incerteza e sonho são elementos inerentes à vida dos candidatos que se colocam a prestar concurso para um órgão concorrido como o Ministério Público da União (MPU). Para a grande maioria, o momento que antecede a prova é de muito estudo e abnegação, em prol de um objetivo único: a aprovação. Para Wilson Granjeiro, nesta hora, o concurseiro precisa de planejamento para tomar as decisões apropriadas à preparação.

Segundo o professor, questões podem interferir negativamente neste processo e o candidato pode se prejudicar, caso não esteja focado. “O tempo entre a divulgação do edital e a prova, geralmente, é inferior ao ideal. Neste caso, deve ser de 90 dias, quando o adequado seria 120. É um programa com muito conteúdo. É preciso esquecer atividades no fim de semana, televisão, redes sociais - exceto para informações relativas ao concurso. É momento de combinar tudo com a família e os amigos. Ter foco, reclusão e dedicação”, ensinou.

Wilson Granjeiro crê que o conteúdo deve seguir a linha do concurso de 2010. Ele aposta, inclusive, que a organizadora deve ser a mesma, no caso o Cespe/UnB. “Acho que 90% do programa se repetirá. Também é provável que tenhamos mais de 700 mil inscritos, tal como no último, e por isso, imagino que a banca será mantida. Na minha opinião, é a que tem mais condições de organizar um concurso com tanta gente em nível nacional”, considerou.

Para o professor, a procura imediata pelo último edital, além de outras possibilidades de estudo, farão a diferença na hora da prova. “Elabore seu plano a partir do documento anterior. Atualize os conhecimentos relativos à legislação e parte específica do ministério. Consulte o site do MPU, conheça situações relacionadas à sua estrutura. Estude apostilas, em grupos, invista em cursos. Pense que o retorno será imediato após a aprovação”, disse.

O diretor também ressaltou a importância da redação, que segundo informações, reprovou 70% dos candidatos do concurso anterior. Para isso, a dica é simples: leitura, interpretação e resumo. Além disso, ele diz que o concurseiro deve atentar para o conteúdo jurídico e específico do concurso. “Cuidado com Direito Constitucional e Administrativo, Legislação Aplicada ao Servidor Público. Nestas matérias, não vale apenas conseguir a nota mínima, é preciso gabaritar”, destacou.


Fonte | Folha Dirigida